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	<title>CRESCER EM LIBERDADE</title>
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	<description>BARCELOS</description>
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		<title>CRÓNICAS DE BARCELOS ( 19 ) &#8211; REFORMA ADMINISTRATIVA ?</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 19:18:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio Barra]]></category>

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		<description><![CDATA[  CRÓNICAS DE BARCELOS ( 19 )   REFORMA ADMINISTRATIVA? Desde que o Governo PSD – CDS acordou um dia com a ideia de que era preciso eliminar freguesias para dar execução ao acordo com a Troika no que à Reforma Administrativa se refere, ficámos pasmados com a ignorância ou a insensibilidade de quem defende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong> </p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;font-size: large">CRÓNICAS DE BARCELOS ( 19 )</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large"><strong>REFORMA ADMINISTRATIVA?</strong></span></p>
<p>Desde que o Governo PSD – CDS acordou um dia com a ideia de que era preciso eliminar freguesias para dar execução ao acordo com a Troika no que à Reforma Administrativa se refere, ficámos pasmados com a ignorância ou a insensibilidade de quem defende tais projectos.</p>
<p>Desde logo, para aqueles agentes políticos a Constituição da República é “letra morta” ou, pelo menos, são cegos ou indiferentes à sua leitura. É óbvio que verão a Constituição como um vírus a eliminar, para dar execução às suas políticas neo ou ultra-liberais!</p>
<p>Porém, a Constituição é clara ao determinar que no continente as autarquias locais são as freguesias, os municípios e as regiões administrativas.</p>
<p>Este Governo parece não ligar à obrigação constitucional de criação das Regiões Administrativas e parece também tudo fazer para, se possível, o Continente se reduzir a uma única Região, concelho e freguesia, com sede, obviamente, em Lisboa.</p>
<p>A cegueira do centralismo e controle terá um objectivo, que é o de esconder mais facilmente o desperdício e o esbanjamento de dinheiros públicos, porque tudo fica diluído na dimensão da capital e na actuação dos milhões dos seus actores.</p>
<p>Obviamente que esta visão centralista depende de uma ilógica ideia, ou seja a de que a maioria dos Portugueses irá alegremente continuar a trabalhar, a criar riqueza e a pagar os seus impostos para que outros gastem ou gozem os dinheiros públicos sem qualquer controle ou responsabilização. Mas, por outro lado, ofende profundamente os fundamentos e valores culturais subjacentes à nossa organização autárquica.</p>
<p>Ora, como dizia um amigo meu, esta insustentável situação tem uma abordagem radical, sugerindo, para uma boa reforma administrativa, ou que se extinga Lisboa ou que todos os Portugueses passem a viver em Lisboa, extinguindo-se todas as freguesias e concelhos,  desertificando-se o resto do País ou cedendo a sua exploração. Assim, garantia, passaríamos a viver num paraíso fiscal.</p>
<p>É claro que a questão só pode ter e exige uma abordagem séria. A proposta do Governo é tudo menos isso, sendo um ataque inaceitável ao poder local democrático, absolutamente gratuito, porque até hoje ninguém esclareceu se algo se vai deixar de gastar com a Reforma Administrativa pretendida.</p>
<p>A resposta é obviamente nada, pelo que tudo não passa de nevoeiro para esconder a falta de ideias ou de planos deste Governo para fazer crescer o País e combater eficazmente o desemprego e a nossa dependência do exterior.</p>
<p>Antes de tudo é bom que o Governo, de forma inequívoca e perante os Portugueses, responda à seguinte questão fundamental: É a favor ( neste caso para quando ) ou contra a criação de Regiões Administrativas?</p>
<p>Até lá continuaremos a ver este Governo a implementar políticas exactamente em contrário das suas promessas eleitorais, sem nexo e contra os Portugueses.</p>
<p>Mas afinal quem pediu esta Reforma? É que são cada vez menos os Portugueses que afirmam ter votado neste Governo e mesmo a maioria dos Autarcas do PSD estão contra esta reforma!</p>
<p>Horácio Barra</p>
<p>Publicado no Jornal &#8220;Barcelos Popular&#8221; de 08 de Março de 2012</p>
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		<title>CRÓNICAS DE BARCELOS ( 18 ) &#8211; METER ÁGUA &#8230;</title>
		<link>http://cresceremliberdade.blog.com/2012/02/28/cronicas-de-barcelos-18-meter-agua/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 20:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio Barra]]></category>

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		<description><![CDATA[  CRÓNICAS DE BARCELOS ( 18 )   METER ÁGUA… Não causa surpresa a posição assumida pelo PSD na apreciação da decisão do Tribunal Arbitral de condenação da Câmara Municipal de Barcelos no pagamento de indemnizações compensatórias à concessionária, face às clausulas do contrato da concessão de exploração e gestão da rede de abastecimento de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong> </p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;font-size: large">CRÓNICAS DE BARCELOS ( 18 ) </span></strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large"><strong>METER ÁGUA…</strong></span></p>
<p>Não causa surpresa a posição assumida pelo PSD na apreciação da decisão do Tribunal Arbitral de condenação da Câmara Municipal de Barcelos no pagamento de indemnizações compensatórias à concessionária, face às clausulas do contrato da concessão de exploração e gestão da rede de abastecimento de água e saneamento do concelho de Barcelos.</p>
<p>O que já causa surpresa é a argumentação utilizada para tentar, obviamente em vão, imputar as custas ao PS e ao actual Executivo Camarário.</p>
<p>Na verdade, no Executivo de então, como na Assembleia Municipal, o PSD votou em bloco a favor da concessão e o PS votou contra, com posições bem esclarecidas em declarações de voto, conferências de imprensa e documentos tornados públicos.</p>
<p> A posição do PSD, enquanto partido com uma prática predominantemente liberal, não causou surpresa. É sabido que o PSD de então, como o de hoje, nacional ou local, defende a diminuição do peso do Estado com a privatização de tudo quanto possa gerar lucros.</p>
<p>Embora esta não seja uma posição assumida de forma clara pelos dirigentes nacionais do PS, sempre defendemos que os bens ou recursos essenciais deverão ser conservados na esfera pública, ou, pelo menos, a sua exploração deverá sempre preservar o interesse público e garantir condições vantajosas para os cidadãos.</p>
<p>Mas não pode o PSD dizer que não foi avisado, pois que o PS deixou claro que o contrato, com todos os seus anexos, não continha clausulas de salvaguarda desse mesmo interesse público, sendo fácil concluir que a maioria das clausulas só beneficiava a Concessionária, incluindo clausulas proteccionistas que garantiam a viabilidade da exploração, em quaisquer circunstâncias.</p>
<p>A responsabilidade política pela contratualização é toda do PSD e é inquestionável. Para um investimento previsível de 90 milhões de euros contratualizou clausulas que permitirão à Concessionária uma facturação bruta superior a 500 milhões de euros, em 30 anos, a troco de uma renda anual de 300 mil euros para a Câmara!</p>
<p>Ainda hoje não são conhecidos os relatórios de execução da rede e da exploração, apesar da concessionária estar obrigada à sua divulgação periódica. Parece claro que o PSD se alheou da fiscalização e que não fez nada durante cinco anos para evitar o conflito entre concessionária e particulares, no que à liberdade de contratualização e ao pagamento dos ramais se refere.</p>
<p>O Executivo actual poderá ter cometido o erro de esperar pela decisão do Tribunal Arbitral, pois que era óbvio que a Concessionária jamais acordaria em reduzir os lucros previsíveis, a não ser que a tal seja obrigada por decisão judicial que declare nulas as diversas clausulas que se apresentam desproporcionadas, desequilibradas e ruinosas para o Município.</p>
<p>Por isso, a posição ora assumida pelo PSD, já o dissemos, é “politicamente obscena”. A solução para este lamentável dano provocado a Barcelos pela gestão do PSD, para além da abordagem judicial, terá que passar pela capacidade de diálogo entre a Concessionária, a Câmara e o Governo.</p>
<p>Os Barcelenses já sabem que, infelizmente, pagarão a crise causada por alguns.</p>
<p>Horácio Barra</p>
<p>Publicado no Jornal &#8220;Barcelos Popular&#8221; de 09.02.2012</p>
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		<title>CRONICAS DE BARCELOS ( 17 ) &#8211; A CULPA AFINAL É DOS TRABALHADORES!</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 19:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio Barra]]></category>

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		<description><![CDATA[  CRONICAS DE BARCELOS ( 17 )   A CULPA AFINAL É DOS TRABALHADORES&#8230;!!! Durante os últimos seis meses de 2011 os Portugueses acomodaram-se à ideia de que um Primeiro Ministro pode mentir, desde que seja do PSD ou do CDS. Já o anterior mereceu o inferno dos media nacionais, que criaram o clima necessário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong> </p>
<p><span style="color: #ff0000"><strong><span style="font-size: large">CRONICAS DE BARCELOS ( 17 )</span></strong></span></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large"><strong>A CULPA AFINAL </strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large"><strong>É DOS TRABALHADORES&#8230;!!!</strong></span></p>
<p>Durante os últimos seis meses de 2011 os Portugueses acomodaram-se à ideia de que um Primeiro Ministro pode mentir, desde que seja do PSD ou do CDS. Já o anterior mereceu o inferno dos media nacionais, que criaram o clima necessário ao cartão vermelho dos Portugueses, entregando o poder à direita que os controla.</p>
<p>Na verdade, as promessas de não aumentar os impostos, de obrigar os mais ricos a pagar impostos, aliviando a carga fiscal dos menos afortunados e dos trabalhadores por conta de outrem, de governar com solidariedade para os mais desfavorecidos e de distribuir equitativamente os esforços para ultrapassar a crise não passaram disso mesmo, ou seja de promessas mentirosas de políticos sem vergonha.</p>
<p>É claro que numa primeira fase o “emagrecimento das gorduras do Estado” passou por outra grande mentira, de que a culpa era dos funcionários públicos e reformados, que logo foram espoliados de direitos fundamentais, sendo aí também ensurdecedor o silêncio dos média e de quem tem por função aplicar a Constituição.</p>
<p>Mas o golpe político que a direita leva a cabo, mesmo sem revisão constitucional – é legítimo questionar e exigir declaração de interesses para sabermos se há alguém nas instâncias do Estado que saiba ou queira defender o Estado de Direito Democrático –, não podia dar-se por findo sem o último embuste, palavra tão do gosto do PSD local.</p>
<p>Assim, agora o alvo são os trabalhadores por conta de outrem. Já só falta alguém, como aquele candidato Republicano dos USA, dizer que são todos uns malandros e que merecem todos ser obrigados a trabalhar sem nada receber, a não ser por caridade da respectiva entidade patronal, incluindo as respectivas crianças, que devem ser obrigadas a lavar o chão das escolas como contrapartida dos gastos com a sua educação e para criarem hábitos de trabalho ( sic ).</p>
<p>É claro que muitos Empresários e Empreendedores não acham graça a este suicídio liberal e de direita, pois sabem que um dia vão também pagar a factura da incompetência governativa, sendo óbvio que aqueles que buscam paraísos fiscais o fazem também porque não acreditam nestes governantes.</p>
<p>Contudo, haverá outros que, por total falta de formação, de ética, por falta de experiência, saber empresarial ou por convicção política irão acentuar comportamentos violadores da legislação laboral, sabedores de que neste País as entidades fiscalizadoras, salvo raríssimas excepções que quase ninguém conhece, nada fazem.</p>
<p>Aliás, entre as recentes medidas chamadas de concertação social não consta uma única que penalize especialmente as entidades empregadoras que violem aquelas normas, muito menos uma única que estabeleça sanções severas para aqueles que violem, sem justificação, os direitos dos trabalhadores.</p>
<p>Pois, “seria uma maçada pedir tal coisa”. É claro que um desequilíbrio de normas e de esforços tem como consequência o aumento da conflitualidade social e o aumento da precariedade do emprego, mas não resolve o problema essencial da nossa economia, que continua a ser a necessária produtividade, com o aumento das nossas exportações, para equilíbrio da nossa balança comercial.</p>
<p>Aliás, seria bom que os gestores, economistas e responsáveis soubessem ler os sinais da história, em vez de continuarem preocupados em alimentar o monstro. Já deviam saber, porque foram os únicos culpados da actual situação, que têm antes de mostrar provas da sua competência, pois já estamos fartos de suportar as consequências da sua ignorância arrogante.</p>
<p>Publicado in &#8220;Barcelos Popular&#8221; de 19 de Janeiro de 2012</p>
<p>Horácio Barra</p>
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		<title>CRONICAS DE BARCELOS ( 16 ) &#8211; NATAL &#8230; QUANDO SERÁ?</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 19:52:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio Barra]]></category>

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		<description><![CDATA[  CRONICAS DE BARCELOS ( 16 )   NATAL &#8230; QUANDO SERÁ?   Normalmente o final do mês de Dezembro e o Natal criam uma “atmosfera especial “ à reflexão e, de forma artificial e temporariamente, exacerba-se neste período a sensibilidade especial para com as questões sociais. É claro que, apesar de todos sabermos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong> </p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;font-size: large">CRONICAS DE BARCELOS ( 16 )</span></strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large"><span style="text-decoration: underline">NATAL &#8230; QUANDO SERÁ?</span></span></strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p>Normalmente o final do mês de Dezembro e o Natal criam uma “atmosfera especial “ à reflexão e, de forma artificial e temporariamente, exacerba-se neste período a sensibilidade especial para com as questões sociais.</p>
<p>É claro que, apesar de todos sabermos que não existe o Pai Natal, a sua figura e criação é propícia à materialização da época, manifestação pagã de que o Homem nunca se libertará, sendo, aliás, figura central da ilusão e fantasia que povoa também a imaginação infantil, infelizmente também explorada no pior sentido.</p>
<p>Porém, as manifestações e declarações de apoios sociais e de solidariedade não têm a consistência de tranquilizar ninguém, em especial os cerca de um milhão de desempregados, os reformados e os outros cerca de cinco milhões de Portugueses que estão confrontados com as dificuldades e que ganham menos do que o salário mínimo nacional ( 485,00 € ). Mesmo os demais sabem que a convulsão social pode acontecer a qualquer momento e que nada está hoje garantido.</p>
<p>É claro que, se existisse Pai Natal, o que se esperaria é que este entregasse doze vales mensais no valor do salário mínimo a cada um dos governantes, gestores e responsáveis políticos nacionais, europeus e mundiais, lhes exigisse que vivessem com esse valor durante 2012, pagando renda de casa, água, electricidade e gás, infantário dos filhos, despesas de saúde, alimentação, vestuário, escolares e que se mantivessem vivos até ao Natal de 2012, sem quaisquer outras ajudas.</p>
<p>Porém, esta fantasia natalícia é irrealizável, mesmo com a ajuda divina. É que os milagres são difíceis de provar, mesmo acontecendo. Mas com toda a certeza o Natal de 2012 seria bem diferente do actual.</p>
<p>É que não vemos nos responsáveis a humildade e o saber necessários à diminuição do desperdício e da despesa pública, que nos colocaram à beira de precipício, muito menos a sensibilidade social que distingue os grandes estadistas.</p>
<p>Resta-nos a mediocridade dos responsáveis políticos, a mentira insolente e sem vergonha de quem promete e depois nega as promessas ou as palavras, a pobreza de espírito, a falta de ideias e a arrogância dos ignorantes, que decidem a continuação de políticas de desrespeito pelos mais elementares direitos humanos.</p>
<p>É o deserto de valores de quem engana as pessoas, que buscam e esperam melhores dias, mas que se deixam embalar por presentes eleitorais envenenados, cujo conteúdo ideológico foi minuciosamente decidido pelos seus executores.</p>
<p>Horácio Barra</p>
<p>Publicado no Jornal &#8220;Barcelos Popular&#8221; de 22.12.2011</p>
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		<title>CRONICAS DE BARCELOS ( 15 ) &#8211; SER &#8230; MILITANTE ?</title>
		<link>http://cresceremliberdade.blog.com/2011/12/01/cronicas-de-barcelos-15-ser-militante/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 16:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio Barra]]></category>

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		<description><![CDATA[    CRONICAS DE BARCELOS ( 15 ) SER &#8230; MILITANTE ? Recentemente, um jornal local com informação privilegiada “informava” que cerca de 650 cidadãos tinham subscrito fichas de inscrição no PS local e que alguém da actual Direcção Partidária concelhia ( DP) pretendia fazer crer, contra todas as evidências, que eram ligados a uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong> </p>
<p><strong></strong> </p>
<p><span style="color: #ff0000;font-size: large"><strong>CRONICAS DE BARCELOS ( 15 )</strong></span></p>
<p><span style="font-size: xx-large"><strong><span style="color: #ff0000"><span style="text-decoration: underline">SER &#8230; MILITANTE ?</span></span></strong></span></p>
<p>Recentemente, um jornal local com informação privilegiada “informava” que cerca de 650 cidadãos tinham subscrito fichas de inscrição no PS local e que alguém da actual Direcção Partidária concelhia ( DP) pretendia fazer crer, contra todas as evidências, que eram ligados a uma “perigosa oposição interna” que não se atreveram a identificar.</p>
<p>Também outras pessoas responsáveis denominaram de “perigosos” alguns desses militantes inscritos, sem os identificar, chegando ao desplante de dizer que lhes teriam sido oferecidos telemóveis e computadores em troca da inscrição.</p>
<p>Maior manifestação de liberdade e de fé partidária não será possível!</p>
<p>Claro que, afastada a semelhança com o passado e com métodos em que muitos já se mostraram especialistas, não identificaram quem eventualmente liderava essa massa crítica de novos militantes e com que objectivos, mas, ficou claro, até por referência de outro jornal local, que a história estava mal contada desde o início.</p>
<p>Sempre pensámos e escrevemos que a abertura dos partidos políticos à sociedade civil e aos cidadãos seria o melhor caminho para o exercício da cidadania no actual quadro democrático.</p>
<p>Todos os responsáveis sempre caracterizaram o PS como sendo um partido de pessoas livres, em que a diversidade de opinião nunca foi impedimento para a concretização de projectos, se alcançada através de uma franca discussão interna e de lideranças legitimadas por votos livremente expressos.</p>
<p>É claro que quero acreditar que nenhum daqueles novos militantes ou das demais centenas que entretanto se têm inscrito nos últimos anos se identificou com tamanha afronta à liberdade de cada um.</p>
<p>Também não queremos acreditar que a DP tenha receio, veja com maus olhos a inscrição livre de novos militantes ou que tenha medo de uma qualquer oposição interna, mesmo que, para já, anónima.</p>
<p>Aliás, a exigência que resultará de um cada vez maior número de militantes é garantia de qualidade e transparência na acção e na discussão das principais decisões ou orientações políticas, que devem ser legitimadas nos orgãos próprios.</p>
<p>Não queremos acreditar que a DP defenda, como alguns dizem, a omissão da discussão interna, com eliminação dos críticos, bem como a substituição daquela por uma redução da vida partidária à gestão camarária.</p>
<p>E a vida partidária não se pode limitar a uma mera contagem de votos, mais ou menos esclarecida, em eleições de dois em dois anos.</p>
<p>Será bom lembrar que o PSD deve também a sua derrota nas eleições autárquicas de 2009 à quase total dependência e confusão do partido com as consequências da gestão camarária, em que se enredou ao longo de anos e que se revelou perdedora.</p>
<p>Mas qualquer um sabe que o PSD não vai continuar alegremente a dar tiros no pé!</p>
<p>Só através de acções positivas e adequadas se combaterá o descrédito que uma parte da sociedade lança sobre os partidos políticos.</p>
<p>Apesar dos adversários do PS se encontrarem nos outros partidos, há quem teime em fazer crer o contrário, mas esta postura será sempre um erro característico de lideranças fracas.</p>
<p>A história ensina que acaba sempre mal quem desenvolve teorias e práticas de eliminação e pensa que, com tais atitudes, se eterniza no poder.</p>
<p>Pois há sempre alguém que assume as suas ideias e a diferença, sendo óbvio que todos os jogos de poder têm sempre um fim, anunciado ou não.</p>
<p>Assim, o futuro do PS, local ou nacional, dependerá sempre da participação e dos contributos dos seus militantes, em liberdade, mas responsavelmente e orientados pelos seus princípios e ideais democráticos, em que o respeito pelas pessoas e pela diferença é condição para vencer todos os desafios.</p>
<p>Horácio Barra</p>
<p>Publicado in &#8221; Barcelos Popular&#8221; de 17.11.2011</p>
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		</item>
		<item>
		<title>CRONICAS DE BARCELOS ( 14 ) &#8211; QUE OPOSIÇÃO ?</title>
		<link>http://cresceremliberdade.blog.com/2011/11/07/cronicas-de-barcelos-14-que-oposicao/</link>
		<comments>http://cresceremliberdade.blog.com/2011/11/07/cronicas-de-barcelos-14-que-oposicao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 19:52:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  CRÓNICAS DE BARCELOS ( 14 ) QUE  OPOSIÇÃO ?   Estão passados dois anos desde as últimas eleições autárquicas em que o PS assumiu, pela primeira vez, a total responsabilidade da gestão da Câmara de Barcelos. Entretanto o Presidente da Câmara e demais Vereação foram conhecendo o que de bom e de mau existe, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><strong><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;color: #ff0000;font-size: medium">CRÓNICAS DE BARCELOS ( 14 )</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large"><span style="text-decoration: underline">QUE  OPOSIÇÃO ?</span></span></strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p>Estão passados dois anos desde as últimas eleições autárquicas em que o PS assumiu, pela primeira vez, a total responsabilidade da gestão da Câmara de Barcelos.</p>
<p>Entretanto o Presidente da Câmara e demais Vereação foram conhecendo o que de bom e de mau existe, sempre, nestas circunstâncias, em qualquer Município, sendo natural alguma confrontação verbal quando há mudanças.</p>
<p>Decorridos dois anos era expectável que a oposição se tivesse organizado e apresentasse já um fio condutor para a sua actuação.</p>
<p>Se quanto aos demais partidos, como é o caso do PND, PCP, BE e CDS, não se estaria à espera de muito mais, para além das suas intervenções na Assembleia Municipal, já quando ao PSD era exigível uma clarificação da sua estratégia e, sobretudo, das suas ideias e de quem quer para liderar a sua bancada e para possível candidatura às próximas autárquicas.</p>
<p>Estranhamente o PSD encerrou o jornal, que era o seu único e persistente meio de informação e propaganda, e vai repetindo lugares comuns nas suas intervenções na Assembleia Municipal, sendo já fastidioso constatar a falta de criatividade da sua bancada e a falta de intervenção pública, o que terá levado parte do seu eleitorado a optar por um Movimento Cívico entretanto constituído.</p>
<p>Entretanto o Presidente da Câmara e demais Vereação lá vão fazendo o seu trabalho, sobretudo tentando dar ordem a uma gestão anterior que se revelou negativa, pois, mesmo com algumas críticas pontuais, não se encontram alternativas na oposição, muito menos propostas exequíveis.</p>
<p>Aliás, a persistente afirmação e defesa por parte do PSD dos contratos da concessão da água e saneamento e da parceria público privada, apesar de estar mais do que demonstrado que tais negócios não foram devidamente ponderados e trouxeram encargos inaceitáveis e incomportáveis para o Município, só pode ser o resultado da deriva ideológica e de liderança do PSD actual.</p>
<p>O exercício da cidadania é uma exigência que hoje todos reclamam, mais ainda quando todos estão de acordo em que a crise dita global é resultado de políticas ultra-liberais e da especulação financeira internacional, só possível pelo quase total alheamento dos cidadãos quanto à sua participação política.</p>
<p>Só essa participação cívica trará o envolvimento das populações na discussão das questões que as afectam, devendo essa discussão fazer-se também dentro dos partidos políticos, pois só assim poderão aparecer propostas construtivas e ponderadas.</p>
<p>Por isso o PS e a Câmara Municipal não poderão deixar de promover a realização de eventos e de encontros que permitam essa grande discussão e o envolvimento de todos os sectores da sociedade barcelense.</p>
<p>Contudo, quanto melhor for a oposição melhor será o governo. Mas a última palavra caberá aos cidadãos.</p>
<p>Horácio Barra</p>
<p>Publicado no Jornal &#8220;Barcelos Popular&#8221; de 13.10.2011</p>
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		<title>CRONICAS DE BARCELOS ( 13 ) &#8211; FOI VOCÊ QUE PEDIU ESTE GOVERNO ?</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 19:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  CRÓNICAS DE BARCELOS ( 13 ) FOI VOCÊ QUE PEDIU ESTE GOVERNO? Decorridos três meses sobre a data da posse deste Governo de Portugal já não ouvimos ninguém falar bem das medidas tomadas e anunciadas, a não ser os próprios governantes. Mesmo pessoas com grande responsabilidade política dentro do PSD e do CDS já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;font-size: medium">CRÓNICAS DE BARCELOS ( 13 )</span></strong></p>
<p><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large"><strong>FOI VOCÊ QUE PEDIU ESTE GOVERNO?</strong></span></p>
<p>Decorridos três meses sobre a data da posse deste Governo de Portugal já não ouvimos ninguém falar bem das medidas tomadas e anunciadas, a não ser os próprios governantes.</p>
<p>Mesmo pessoas com grande responsabilidade política dentro do PSD e do CDS já criticam as medidas governamentais, que, a pretexto do combate à crise e ao despesismo do Estado, continuam cegamente  a atingir sempre os mesmos.</p>
<p>Agora, já se ouvem discursos que aumentam a ansiedade dos Portugueses, preparando-os psicologicamente para um novo acordo com a “Troika” que, obviamente, trará mais sacrifícios e cortes para os que têm menos recursos e a classe média, tudo com o pretexto de cortar mais mil milhões em 2012.</p>
<p>De medidas para “cortar nas gorduras do Estado” nada. Ora, esta omissão revela ou um ostensivo favorecimento político da classe dominante, que mantém para si mesma os privilégios, ou revela falta de vontade, falta de coragem ou falta de capacidade políticas para fazer o que é preciso.</p>
<p>Perante este cenário, se falarmos com as pessoas parece que ninguém votou neste governo e no programa que dizem implementar. Mas alguém, a maioria anónima, votou. Tal significa que as pessoas continuam a viver comodamente e a ir atrás das promessas eleitorais de quem quer ser alternativa ao poder, queixando-se depois de que, afinal, são uns mentirosos.</p>
<p>É claro que este estado de coisas só se altera no dia em que as pessoas perceberem que só há um caminho para alterar esta crónica falta de vergonha de quem promete o que sabe não poder ou não querer depois cumprir.</p>
<p>Para isso é necessário que as pessoas participem activamente na actividade política e sobretudo que se inscrevam nos partidos políticos para influenciarem a escolha das melhores políticas e de quem querem que as execute. De outro modo alguns continuarão a decidir a vida de milhões e o futuro de todos, a nível local, regional e nacional.</p>
<p>Enquanto assim não fizerem manter-se-á o “fado” de se verem governadas por quem é manifestamente pior do que quem vota neles, mas aqui sem volta a dar.</p>
<p>Aliás, estou mesmo a ver, nas reuniões do Governo, um sorriso rasgado estampado no rosto de todos enquanto baixinho sussurram “daqui ninguém nos tira nos próximos quatro anos”&#8230;</p>
<p>Entretanto pode berrar, discutir, manifestar-se, desesperar, mas não lhe vai servir de nada &#8230; a não ser que queira fazer uma revolução&#8230;</p>
<p>Horácio Barra</p>
<p>Publicado no Jornal &#8220;Barcelos Popular de  15.09.2011</p>
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		<title>CRONICAS DE BARCELOS ( 12 ) &#8211; UM DESVIO COLOSSAL À DIREITA</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 18:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  CRÓNICAS DE BARCELOS ( 12 ) UM DESVIO COLOSSAL À DIREITA Aparentemente, a maioria dos Portugueses dorme tranquilamente, depois de escolher para o Governo deste Pais os Partidos e Ministros mais inteligentes, que garantem um desvio colossal à direita nos próximos quatro anos. Ainda não tínhamos recuperado das promessas eleitorais de que não iam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong> </p>
<p><span style="color: #ff0000;font-size: medium"><strong>CRÓNICAS DE BARCELOS ( 12 )</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large">UM DESVIO COLOSSAL À DIREITA</span></p>
<p>Aparentemente, a maioria dos Portugueses dorme tranquilamente, depois de escolher para o Governo deste Pais os Partidos e Ministros mais inteligentes, que garantem um desvio colossal à direita nos próximos quatro anos.</p>
<p>Ainda não tínhamos recuperado das promessas eleitorais de que não iam subir os impostos sobre os rendimentos do trabalho das famílias, nem desculpar-se com o Governo anterior, quando alguém, de forma inteligente, veio esclarecer que havia um desvio superior a mil milhões de euros, que, apesar de mais ninguém o ver, mesmo a Troika, necessitava de ser tapado com 50% do subsídio de natal dos portugueses.</p>
<p>Mas, logo após tamanha demonstração de inteligência, logo outro não menos inteligente membro do governo anunciava a descida da TSU em cerca de 4% para as empresas, buraco a cobrir pela subida da taxa do IVA.</p>
<p>Na verdade, essa descida, dizem aquelas mentes inteligentes, vai permitir o relançamento da economia, o investimento das empresas e a criação de novos postos de trabalho.</p>
<p>Considerando que a maior parte, superior a 95%, das empresas portuguesas tem menos de 20 trabalhadores, com salários médios entre o salário mínimo ( 485,00 € ) e os 600,00 €, qualquer pessoa menos inteligente descobre que aquela descida da TSU corresponde a cerca de 24,00 € por mês para um trabalhador que ganhe 600,00 € ou 19,4 € para um trabalhador que ganhe o salário mínimo.</p>
<p>Ora, considerando uma empresa que tenha entre 10 a 20 trabalhadores, estamos perante uma poupança que se situará entre os 194,00 € e 480,00 € com a redução da TSU em 4%!</p>
<p>Mas, estupefactos com a dimensão de tais medidas inteligentes, os portugueses foram ainda confrontados com outras ideias não menos inteligentes de congelamento de salários e de carreiras, despedimentos facilitados a troco de nada, privatizações, cortes na saúde e na educação, nas pensões, aumento de preços nos transportes e em geral pelo aumento do IVA e até a venda de um BPN pelo preço mais inteligente até hoje conhecido nos meios financeiros.</p>
<p>Sobre os rendimentos do capital e sobre as transacções bolsistas e especulativas nada ouvimos, nem nenhuma medida inteligente foi tomada. Melhor, foi tomada a medida mais inteligente, precisamente a de não tomar medida alguma!</p>
<p>É que é inteligente a medida de não tomar medida alguma enquanto a generalidade dos portugueses, classe média e menos afortunados, conta os euros ao longo do mês e até os vê desaparecer antes, enquanto os rendimentos do capital continuam a ser taxados abaixo do rendimento do trabalho, sem sofrer qualquer aumento.</p>
<p>Em recente artigo de opinião publicado no New YorK Times, Warren Buffet, dono e CEO da Berkshire Hathaway ( dona da Moody’s ) e terceiro homem mais rico do mundo, disse algo que aquelas pessoas inteligentes deveriam ponderar: “ de acordo com uma teoria que tenho ouvido, eu devia recusar-me a investir quando as taxas são muito altas nos ganhos de capital e dividendos. Mas nunca me recusei e os outros investidores também não… ainda estou para ver alguém fugir de um bom investimento por causa dos impostos sobre o lucro previsível. As pessoas investem para ganhar dinheiro e os impostos potenciais nunca as assustaram. E para aqueles que afirmam que impostos mais altos impedem a criação de emprego, lembro que houve um aumento de 40 milhões de empregos entre 1980 e 2000. E todos sabemos o que aconteceu depois: impostos mais baixos e menor criação de postos de trabalho”.</p>
<p>Vê-se logo que este milionário não tem nada de inteligente e que não teria lugar neste Governo, sobretudo ao concluir pela recomendação de que devem ser descidas as taxas de IRS e aumentadas por escalões as taxas de impostos sobre os rendimentos do capital.</p>
<p>É claro que virá um Ministro Inteligente afirmar que “ um perigoso comunista se pode encontrar em qualquer lado”!</p>
<p>Horácio Barra</p>
<p>Publicado no Jornal &#8220;Barcelos Popular&#8221;  de  18 de Agosto de 2011</p>
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		<title>CRONICAS DE BARCELOS 11 &#8211; IDEIAS, COISAS E PESSOAS</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 14:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  CRÓNICAS DE BARCELOS ( 11)   IDEIAS, COISAS E PESSOAS   Portugal, a Europa e o Mundo estão num momento difícil, talvez o mais complexo e perigoso depois da Segunda Grande Guerra e da &#8220;Guerra Fria&#8221;. As convulsões políticas a nível local, regional, nacional ou mundial e o desencanto manifestado pelos cidadãos em geral [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong> </p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline"><span style="color: #ff0000;font-size: medium;text-decoration: underline">CRÓNICAS DE BARCELOS ( 11)</span></span></strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large">IDEIAS, COISAS E PESSOAS</span></strong></p>
<p><strong></strong> </p>
<p>Portugal, a Europa e o Mundo estão num momento difícil, talvez o mais complexo e perigoso depois da Segunda Grande Guerra e da &#8220;Guerra Fria&#8221;.</p>
<p>As convulsões políticas a nível local, regional, nacional ou mundial e o desencanto manifestado pelos cidadãos em geral relativamente aos actores políticos, a maior parte das vezes influenciados por comentadores e analistas que nada têm de independentes, muito menos de inocentes, atingiram o limite do tolerável.</p>
<p>Cada vez mais, no dia a dia, vemos as televisões e os meios de comunicação que vendem sonhos, ilusões ou maledicência, unicamente preocupados com as tricas pessoais, com as trocas de cadeiras do poder, com o culto de personagens que nada fazem, nem têm ideias sobre o que quer que seja.</p>
<p>Mas, pior, vendem ao comum dos mortais a ideia de que o dinheiro, que dá poder e domina o poder económico e político, é algo ao alcance de qualquer um.</p>
<p>Essa ilusão é vendida acompanhada de outra ideia, mais insensata e mortal, de que hoje não há ideologias, mas somente formas e caminhos diferentes para as pessoas chegarem ao tal poder e às coisas.</p>
<p>É claro que estes comportamentos ou demonstram a ignorância da história e dos valores da humanidade ou são a manifestação de uma estratégia que visa entorpecer as pessoas, na luta pelas coisas e pelo dinheiro, sem outras ideias ou princípios condutores.</p>
<p>Apesar de grandes pensadores, filósofos e politicos, chamarem a atenção para a actual falta de lideres europeus e mundiais capazes de discutir e de apresentar ideias que relancem as questöes ideológicas arredadas, continuamos a ver a humanidade mais preocupada com o dominio das suas coisas e com as tricas de poder, acentuando-se a pobreza, a desigualdade social e a acumulaçäo criminosa de riqueza na mão de alguns.</p>
<p>Face a esta mistura explosiva, perigosa e anunciadora do caos, já não haverá muito tempo para relançar as grandes discussoes das ideias, que transmitam às pessoas esperança no futuro, pois que as coisas, tal como o poder, seja ele qual for, nâo durarão para sempre.</p>
<p>Todos os Homens nascem iguais, mas só as mentes grandes discutem ideias, pois que as médias discutem coisas e as pequenas pessoas.</p>
<p>Ai residirá a diferença.</p>
<p>Horacio Barra</p>
<p>Publicado in &#8220;Barcelos Popular&#8221; de, 14 de Julho de 2011</p>
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		<title>CRONICAS DE BARCELOS ( 10 ) &#8211; REFLEXÃO&#8230;DEMOCRÁTICA</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 12:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Horacio Barra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  CRÓNICAS DE BARCELOS ( 10 )   REFLEXÃO &#8230; DEMOCRÁTICA   O registo de mais de 41% de abstenção, nas eleições legislativas do passado dia 5 de Junho, deverá merecer uma séria reflexão a todos nós. Numa primeira análise, sem esquecer que será urgente uma actualização dos cadernos eleitorais, tal significa que quase metade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong> </p>
<p><span style="font-size: small"><strong><span style="color: #ff0000">CRÓNICAS DE BARCELOS ( 10 )</span></strong></span></p>
<h1> </h1>
<h1><span style="color: #ff0000;font-size: xx-large">REFLEXÃO &#8230; DEMOCRÁTICA</span></h1>
<p> </p>
<p>O registo de mais de 41% de abstenção, nas eleições legislativas do passado dia 5 de Junho, deverá merecer uma séria reflexão a todos nós.</p>
<p>Numa primeira análise, sem esquecer que será urgente uma actualização dos cadernos eleitorais, tal significa que quase metade dos portugueses, pois àqueles 41º % é preciso somar os votos brancos e nulos, se alheou do seu futuro e deixou aos outros a escolha que a todos afecta.</p>
<p>Em primeiro lugar os partidos políticos terão que assumir a principal responsabilidade por este cenário, que reflecte algum desencanto e o afunilamento da participação política através das estruturas partidárias, já que só ao nível autárquico são admitidas candidaturas independentes.</p>
<p>Sendo compreensível a opção política e que da pulverização de candidaturas independentes nas legislativas resultaria um parlamento instável e um País ingovernável, é urgente encontrar formas que motivem os cidadãos a participar nas escolhas políticas.</p>
<p>Aliás, esta questão já se tinha feito sentir em anteriores eleições, designadamente na eleição do Presidente da República, em que só cerca de 24% dos eleitores inscritos votaram no candidato eleito.</p>
<p>Ao contrário do que foi já afirmado por responsáveis políticos, é claro que quem se abstem continua a ter os mesmos direitos, designadamente de crítica, que os demais.</p>
<p>É também inquestionável que os partidos políticos são essenciais para a democracia e que não é possível pensar um sistema democrático sem estes.</p>
<p>Contudo, é urgente que se comece nas escolas a preparar os jovens para a cidadania e para o exercício desta em pleno. Mas sendo o voto a “arma do povo” é também necessário entender as ansiedades e razões daqueles que abdicam do exercício desse mesmo direito.</p>
<p>Também não é com o arremessar de ovos ou de palavras que revelam má educação e intolerância por quem pensa de maneira diferente que se adquire uma melhor qualidade de vida democrática e de cidadania.</p>
<p>Muito menos o País sairá da crise acirrando ódios regionais ou de qualquer outra natureza. De qualquer modo, os responsáveis políticos deverão sempre ter a humildade de ler os resultados eleitorais, para perceberem a mensagem que o Povo lhes quis transmitir.</p>
<p>Se forem cegos e surdos para com essas mensagens não podem esperar  vitórias eleitorais. E estas, porque são sempre efémeras, só têm sentido se permitirem pôr em prática políticas de desenvolvimento e de bem estar. O Povo nunca aceitará que as vitórias sejam somente transformadas em mudanças de actores ou para pagamentos de favores.</p>
<p>O Povo nunca se engana e sabe sempre o que não quer, embora às vezes possa ser enganado no que poderá querer, mas só temporariamente.</p>
<p>Horácio Barra</p>
<p>Publicado in &#8220;Barcelos Popular&#8221; de 09 de Junho de 2011</p>
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